Thursday, January 04, 2007

casino royale

Hérois e super-heróis. Na verdade no cinema só existe um. Superman? Um alienígena vestindo uma cueca vermelha sobre um colã azul, nem pensar. Spiderman? Um nerd sem estilo que mal paga o ticket do metrô, fora. Batman? Haha, um milionário excêntrico que vive na sombra com um romance não assumido com seu pupilo, piada. Jack Bauer? Quem?

Herói só existe um. O símbolo masculino, cuja masculinidade nem o gay mais catedrático ousou sequer chamar de metrossexual. Além de dirigir os mais incríveis carros, frequentar os melhores lugares, as melhores festas, vestir os ternos mais bem cosidos, sob medida, sempre. E claro, conquistar as mais linda mulheres do mundo.

Ele não usa capa, nem botas, muito menos colãs. Usa um smoking de caimento perfeito. Seu nome é Bond, James Bond, e não poderia ser mais ninguém.
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O 21. filme da série traz um James Bond recém promovido a 007 - o 00 significa a famosa licensa para matar. Daniel Craig é o sexto ser na face na terra a ter tal honra e privilégio. Craig interpreta um Bond mais sombrio e violento, porém precipitado e autoconfiante, muitas vezes arrogante, chegando a ser tosco. Aprende na própria pele (na verdade num lugar muito pior) que a paciência e temperamento equilibrado dos ingleses pode ser uma arma.

O resultado é uma fantástica interpretação que confere a James Bond uma nova personalidade, um tanto até atrevida e com pitadas de perversidade. Bond ama o que faz, ele não é ninguém sem o OO. Descoberta feita atravéz de uma paixão que lher custou caro mas lhe (nos) ensinou uma lição importante: nunca confiar em mulheres boazinhas.

Shaken, not stirred

Casino Royale é também um filme mais cru, sem as engenhocas de "Q" e as famosas "frias". Mas o estilo classudo e charmoso de Brosnan e seu humor irlandês, sarcástico e ácido deixam uma pontinha saudades.

O mais poderoso de todos



Sem nenhum comentário exceto que este é o maior filme de todos. Prego!

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O ingresso se paga várias vezes no decorrer da película. Que olhos, que boca, que mulher. Penélope Cruz foi feita para Almodóvar, assim como Jacqueline foi feita para Picasso. Obra prima, quadro perfeito, mistura de cores vivas e vibrantes. Viva España!
Penélope explode na tela do cinema, olhos, boca, feições, traços quase cubistas. Parece ter sido pintada à quatro mãos por Picasso e Dali.
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Como diz o NY Times: "The darkest of troubles in the brightest of colours". Um filme sobre morte e vida, sobre o resgastate de uma relação entre mãe e filha, um filme feito com alma. Um filme perfeito.
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Olé!